Title

Rio 2016 e o desafio de cuidar do invisível

15 mil atletas. 25 mil jornalistas. Uma audiência global de 5 bilhões de pessoas. Durante dos Jogos Olímpicos Rio-2016, tudo que for feito tem um enorme potencial de repercussão – para o bem e para o mal. Isso cria para a cidade o desafio do invisível: fazer diferente, baseando-se em ações sustentáveis, mas com grande foco no planejamento, pois não há como aprender com os erros, pois não háverá segunda chance.

“Os jogos olímpicos representam a maior logística temporária global em tempos de paz”, afirmou Tânia Braga, Gerente Geral de Sustentabilidade do Comitê Organizador. Ela palestrou sobre como a sustentabilidade faz parte do planejamento da Olimpíada.

“Nosso primeiro olhar foi para as compras. Olhamos os produtos, não só para as empresas. De onde vêm? Como serão usados? Para onde vão? Essas questões são importantes pois, após os jogos, teremos até três meses para desmobilizar as estruturas temporárias”, afirmou.

A sede do Comitê é um bom exemplo. Foi projetada para durar apenas quatro anos. A meta é que ele seja feito com 80% de materiais que, depois, devem ser reciclados, e com consumo de energia de 70% de um escritório comum – meta, essa, já atendida.

Outros exemplos são o Parque aquático, será convertido em dois parques aquáticos após os jogos, e a estrutura do handebol, que será transformada em quatro escolas.

Oportunidades

A principal oportunidade dos jogos é criar uma corrente de comportamento direcionada por ações mais sustentáveis e preparar o mercado com antecedência. “Não adianta buscar critérios de sustentabilidade em fornecedores sem preparar o mercado para os requisitos antes”, disse Tânia, ao falar sobre a iniciativa de servir apenas peixe “sustentável” dentro de um universo de 14 milhões de refeições a serem servidas na época dos jogos.  “Para isso, criamos a demanda agora e treinamos fornecedores”

Treinamentos, aliás, são foco de atenção do comitê: Um total de 150 mil pessoas serão capacitadas para atuar nos jogos, com o objetivo de criar uma cultura de agir de modo sustentável.

Comentários