Title

Maker Brands pergunta: qual é o problema que você está resolvendo? ​​

Para iniciar seu workshop ("Inovação ágil, relevante e disruptiva") no segundo dia do Sustainable Brands 2015, a dupla Igor Botelho e Bio Vega, da consultoria Maker Brands, fez três perguntas à audiência. Quem é seu cliente? O que você vende para ele? Qual problema do seu cliente você está resolvendo? A partir das respostas, a empresa espera provocar uma reflexão sobre como aplicar o empreendedorismo para criar negócios sustentáveis - atacando de uma só vez as necessidades dos clientes e os problemas do mundo. A empresa se apresenta como sendo capaz de combinar a agilidade das startups com a escala das grandes organizações (e assim gerar impacto positivo). Segundo Botelho e Vega, é nessa interseção que podem surgir inovações que faram real diferença na sociedade.

"A verdadeira oportunidade para as empresas é mudar seu modelo de negócio em função da sustentabilidade. Iniciativas isoladas de mitigação e de redução são coisa de 10 anos atrás. É preciso avançar para o próximo estágio", diz Vega. "Vemos que os debates sobre sustentabilidade ainda ficam, quase sempre, num nível conceitual. Queremos ajudar as companhias a trazer essas ideias para o concreto, para o terreno do empreendedorismo."

A Maker Brands procura tornar esse discurso real de várias formas: produzindo conteúdo customizado, dando consultorias em estratégia, comunicação e gestão de redes e montando programas de intraempreendorismo. Entre os clientes de vulto, contabilizam a Natura (reposicionamento da marca Ekos), a Petrobras (capacitação em sustentabilidade) e a Nestlé (desenvolvimento do hub de inovação da empresa no Brasil). "Trazemos uma visão de empreendedor para dentro das organizações", afirma Igor Botelho.  "As grandes empresas têm muito a aprender com as startups: como correr mais riscos, como trabalhar de forma mais veloz, como estimular a colaboração."

Ao final, uma quarta dúvida é instigada: qual é o JTBD ("job to be done", ou  o trabalho a ser feito) do seu cliente? Encontrar maneiras sustentáveis de resolver o JTBD de cada um é o objetivo. "Vocês têm de pensar, todo santo dia, em todas essas perguntas, não importa qual seja a função que desempenham", reforça Vega. Igor Botelho destaca "Existem centenas de maneiras de resolver esses problemas. Todos esses caminhos envolvem inovação, mas não precisa ser algo radical e disruptivo. Pequenas inovações incrementais podem solucionar grandes desafios."

Comentários