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Goodvertising: conteúdo publicitário com propósito

“A publicidade é o maior investimento no comportamento humano que pode ser feito pelo homem”. As palavras do dinamarquês Thomas Kolster, autor do livro “Goodvertising”, ampliaram os debates sobre o lugar da comunicação das marcas e organizações durante a plenária desta tarde na conferência Sustainable Brands Rio 2015.

Com o lançamento de seu livro, Kolster – que passou quase duas décadas trabalhando em agências e consultorias – acabou por dar nome a um movimento que vem ganhando força nas atuais tendências da publicidade. “Se temos uma capacidade enorme de convencer as pessoas a comprar coisas, por que não usá-la para fazer o bem?” questionou, citando estudos que comprovam que as pessoas esperam mais do que bons produtos ou serviços à hora de estabelecerem laços de comunicação com uma empresa. “Hoje, 70% dos consumidores acreditam que os negócios devem solucionar desafios globais, como as mudanças climáticas”, afirmou.

Para Kolster, a capacidade de contar histórias consistentes (storytelling) deve, gradativamente, se transformar em talento para levar tais histórias à prática (“storydoing”). Todas as marcas, para ele, devem conectar conteúdos relevantes às suas mensagens. “Histórias têm essa capacidade de reforçar o que é mais importante para as marcas hoje: sua vinculação com experiências, estilos de vida e modos de ser”.

Ao fim, o autor elencou os elementos do “manifesto do goodvertising”: ser honesto; ter mensagens significativas; ser inspirador; ser inovador; e ser positivo. “As marcas não devem tentar ser aquilo que não são, assim como não devem criar necessidades injustificadas. Elas devem, na verdade, resolver as vontades humanas, inspirar vidas, não fingir ou dissimular e, no fim das contas, contribuir para tornar as coisas melhores do que elas são hoje”, concluiu.

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